Pedro, cadê meu chip?

Como meu celular parecia o Joelma em chamas anteontem, tirei o cartão de memória e o chip. Guardei em uma caixa, para não perder. Hoje, instalei um emulador de Android no meu Debian e consegui o Whatsapp. Maravilha! Faltava só usar o chip no celular da minha esposa para ativar a conta.

Abri a caixa… e nada! Só o cartão de memória estava lá. Cadê meu chip? Sumiu! Nem tem Pedro aqui, mas o chip desapareceu mesmo assim. PEDRO, CADÊ MEU CHIP??? Procurei na mochila, nos bolsos do paletó, no guarda-roupa. Nada. O chip evaporou. Dei uns murros na parede, chutei a árvore de Natal, contei até 10 em binário.

Mais calmo, liguei para a Claro, informei que o Pedro roubou mais um chip, deixei bloqueado e agora vou procurar uma loja para conseguir outro chip e ativar com o mesmo número. Onde tem? Hoje é feriado. Óbvio. Ah, mas tem um shopping aqui perto. Dá para ir de Uber. É só pegar meu celular e chamar um Ube… ops. Estou sem celular.

Resultado: estou sem Whatsapp desde anteontem, condenado a me locomover a pé, não posso me alimentar porque não tenho acesso ao iFood, estou de mãos atadas. Maldita era na qual tudo depende de uma porcaria de um smartphone!

Tenho saudades de quando eu usava disquetes de 5 1/4 e programava em BASIC em um MSX. Ou melhor: tenho saudades dos cartões perfurados que meu pai me dava para brincar lá nos porões da universidade em Londrina. Sinto falta do meu TK-90X!!!

Hoje, em pleno feriado, fazendo tudo pelo notebook, estou aproveitando o tempo livre para instalar um emulador de IBM Z/OS. Tem gente que pensa que COBOL é o passado, mas é o futuro. Afinal de contas, em tempos de Python, Java e R, bem que alguém poderia pensar em desenvolver uma linguagem de programação orientada para negócios, não é?

Era bom quando a tecnologia era nossa escrava, e não o contrário. Enfim…

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